Vice-presidente da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR) pedirá novo prazo de noventa dias para que caso de mensaleiro seja analisado
Marcela Mattos - VEJA
Bancada do PT anuncia nova manobra para adiar cassação de José Genoino
(Renato Ribeiro Silva/Futura Press) A bancada do PT na Câmara já articula para forçar um novo adiamento da abertura do processo de cassação do mandato do deputado licenciado José Genoino (PT-SP) nesta terça-feira. A manobra será capitaneada pelo vice-presidente da Casa, André Vargas (PT-PR), que apresentará um pedido à Mesa Diretora para postergar a discussão do caso por noventa dias.
Vargas também invocou o parecer da Procuradoria-Geral da República divulgado nesta segunda-feira. Na contramão do laudo elaborado por cinco cardiologistas da Universidade de Brasília, a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral, Rodrigo Janot, defendeu que o mensaleiro deve ficar em casa por mais três meses. “Entendo que qualquer pessoa que não esteja em condição de se defender não deve ter nenhum procedimento instaurado contra ela”, alegou o petista.
O vice-presidente da Câmara foi quem emplacou a primeira manobra para adiar o início do processo de perda de mandato do mensaleiro: há vinte dias, ele pediu vista do caso durante reunião da cúpula da Casa. Desde então, Vargas tem comandado as articulações para tentar convencer os demais integrantes da Mesa Diretora a retardar o andamento do processo contra Genoino. Em conversas individuais, alega que o mensaleiro, que sofre de problemas cardíacos, não pode ser submetido a uma situação de estresse. "O Genoino não disputará as eleições e nem pretende ocupar novamente a cadeira dessa casa. Essa cassação seria inócua por si só. Seria só para dar uma satisfação ao mensalão."
O irmão de Genoino e líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães, elevou o tom: "Se aparecer algum carrasco querendo cassá-lo de maneira precipitada, a Câmara reagirá. Se isso acontecer, nós vamos responder à altura".
A reunião da cúpula da Mesa para decidir sobre a abertura do processo de cassação de Genoino está agendada para esta terça-feira, após dois adiamentos. O PT trabalha para garantir a aposentadoria do mensaleiro por invalidez antes que a ação de perda do mandato tenha andamento. A aposentadoria garante ao petista o direito ao salário integral e vitalício de deputado – atualmente no valor de 26 700 reais.
No
ano em que a corrupção foi colocada atrás das grades no Brasil, o país
ficou na 72ª colocação, entre 177 países, no índice de Percepção da
Corrupção de 2013. A colocação brasileira representa queda de três
posições em relação ao mesmo estudo no ano passado, quando o Brasil
ocupou a 69ª posição.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (p
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A bancada do PT na Câmara já articula para forçar um novo adiamento
da abertura do processo de cassação do mandato do deputado licenciado
José Genoino (PT-SP) nesta terça-feira. A manobra será capitaneada pelo
vice-presidente da Casa, André Vargas (PT-PR), que apresentará um pedido
à Mesa Diretora para postergar a discussão do caso por noventa dias.
O argumento dos petistas é que a Mesa deve aguardar o prazo definido pela junta médica que examinou Genoino para tomar a decisão sobre o início do processo de cassação. Apesar de concluir que Genoino não apresenta “cardiopatia grave” e descartar a aposentadoria por invalidez imediata, os médicos estipularam prazo de três meses para reavaliar o estado de saúde dele.
Vargas também invocou o parecer da Procuradoria-Geral da República divulgado nesta segunda-feira. Na contramão do laudo elaborado por cinco cardiologistas da Universidade de Brasília, a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral, Rodrigo Janot, defendeu que o mensaleiro deve ficar em casa por mais três meses. “Entendo que qualquer pessoa que não esteja em condição de se defender não deve ter nenhum procedimento instaurado contra ela”, alegou o petista.
O vice-presidente da Câmara foi quem emplacou a primeira manobra para adiar o início do processo de perda de mandato do mensaleiro: há vinte dias, ele pediu vista do caso durante reunião da cúpula da Casa. Desde então, Vargas tem comandado as articulações para tentar convencer os demais integrantes da Mesa Diretora a retardar o andamento do processo contra Genoino. Em conversas individuais, alega que o mensaleiro, que sofre de problemas cardíacos, não pode ser submetido a uma situação de estresse. "O Genoino não disputará as eleições e nem pretende ocupar novamente a cadeira dessa casa. Essa cassação seria inócua por si só. Seria só para dar uma satisfação ao mensalão."
Leia também: Médicos da Câmara descartam aposentadoria a Genoino
Laudo conclui que Genoino não precisa de prisão domiciliar
O irmão de Genoino e líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães, elevou o tom: "Se aparecer algum carrasco querendo cassá-lo de maneira precipitada, a Câmara reagirá. Se isso acontecer, nós vamos responder à altura".
A reunião da cúpula da Mesa para decidir sobre a abertura do processo de cassação de Genoino está agendada para esta terça-feira, após dois adiamentos. O PT trabalha para garantir a aposentadoria do mensaleiro por invalidez antes que a ação de perda do mandato tenha andamento. A aposentadoria garante ao petista o direito ao salário integral e vitalício de deputado – atualmente no valor de 26 700 reais.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (p
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PT articula, de novo, para barrar cassação de Genoino
Vice-presidente da Câmara, deputado André Vargas (PT-PR) pedirá novo prazo de noventa dias para que caso de mensaleiro seja analisado
Marcela Mattos, de Brasília
Bancada do PT anuncia nova manobra para adiar cassação de José Genoino
(Renato Ribeiro Silva/Futura Press)
O argumento dos petistas é que a Mesa deve aguardar o prazo definido pela junta médica que examinou Genoino para tomar a decisão sobre o início do processo de cassação. Apesar de concluir que Genoino não apresenta “cardiopatia grave” e descartar a aposentadoria por invalidez imediata, os médicos estipularam prazo de três meses para reavaliar o estado de saúde dele.
Vargas também invocou o parecer da Procuradoria-Geral da República divulgado nesta segunda-feira. Na contramão do laudo elaborado por cinco cardiologistas da Universidade de Brasília, a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral, Rodrigo Janot, defendeu que o mensaleiro deve ficar em casa por mais três meses. “Entendo que qualquer pessoa que não esteja em condição de se defender não deve ter nenhum procedimento instaurado contra ela”, alegou o petista.
O vice-presidente da Câmara foi quem emplacou a primeira manobra para adiar o início do processo de perda de mandato do mensaleiro: há vinte dias, ele pediu vista do caso durante reunião da cúpula da Casa. Desde então, Vargas tem comandado as articulações para tentar convencer os demais integrantes da Mesa Diretora a retardar o andamento do processo contra Genoino. Em conversas individuais, alega que o mensaleiro, que sofre de problemas cardíacos, não pode ser submetido a uma situação de estresse. "O Genoino não disputará as eleições e nem pretende ocupar novamente a cadeira dessa casa. Essa cassação seria inócua por si só. Seria só para dar uma satisfação ao mensalão."
Leia também: Médicos da Câmara descartam aposentadoria a Genoino
Laudo conclui que Genoino não precisa de prisão domiciliar
O irmão de Genoino e líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães, elevou o tom: "Se aparecer algum carrasco querendo cassá-lo de maneira precipitada, a Câmara reagirá. Se isso acontecer, nós vamos responder à altura".
A reunião da cúpula da Mesa para decidir sobre a abertura do processo de cassação de Genoino está agendada para esta terça-feira, após dois adiamentos. O PT trabalha para garantir a aposentadoria do mensaleiro por invalidez antes que a ação de perda do mandato tenha andamento. A aposentadoria garante ao petista o direito ao salário integral e vitalício de deputado – atualmente no valor de 26 700 reais.
O Índice
Criado em 1995, o Índice de Percepção da Corrupção é um projeto anual da ONG Transparência Internacional que classifica os países de acordo com o nível de corrupção que se percebe nos governos de cada um. O Índice é montado combinando-se pesquisas internacionais de diversas entidades especializadas no setor.
Segundo a Transparência Internacional, escolheu-se montar uma classificação subjetiva, baseada em níveis percebidos e aparentes, porque a corrupção é uma prática que não deixa dados empíricos sólidos para serem analisados.
A partir de 2012, a fórmula para a construção do ranking do Índice passou a ser simplificada e a usar, para cada país, dados apenas do ano corrente. De acordo com a ONG, essa nova metodologia refletirá melhor as transformações de cada país na luta contra a corrupção e também permitirá comparações ano-a-ano mais claras e diretas.
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Criado em 1995, o Índice de Percepção da Corrupção é um projeto anual da ONG Transparência Internacional que classifica os países de acordo com o nível de corrupção que se percebe nos governos de cada um. O Índice é montado combinando-se pesquisas internacionais de diversas entidades especializadas no setor.
Segundo a Transparência Internacional, escolheu-se montar uma classificação subjetiva, baseada em níveis percebidos e aparentes, porque a corrupção é uma prática que não deixa dados empíricos sólidos para serem analisados.
A partir de 2012, a fórmula para a construção do ranking do Índice passou a ser simplificada e a usar, para cada país, dados apenas do ano corrente. De acordo com a ONG, essa nova metodologia refletirá melhor as transformações de cada país na luta contra a corrupção e também permitirá comparações ano-a-ano mais claras e diretas.
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Brasil cai em índice de percepção de corrupção
3 de dezembro de 2013
Dyelle Menezes
Dyelle Menezes
No ano em que a corrupção foi
colocada atrás das grades no Brasil, o país ficou na 72ª colocação,
entre 177 países, no índice de Percepção da Corrupção de 2013. A
colocação brasileira representa queda de três posições em relação ao
mesmo estudo no ano passado, quando o Brasil ocupou a 69ª posição.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Além da África do Sul, o Brasil está empatado na 69ª posição com São Tomé e Príncipe, Bósnia e Herzegovina, e, Sérvia.
Uma colocação à frente da posição brasileira, com a nota 43, encontram-se Kuwait, Itália e Romênia. Logo atrás, com nota 41, vêm Bulgária, Senegal e Tunísia.
Já entre os vizinhos de continente, o Brasil posicionou-se como o terceiro melhor, perdendo para Uruguai e Chile, que apresentam pontuação de 73 e 71, respectivamente. Os países, que ocupam as 19ª e 22ª colocações, tradicionalmente lideram na América do Sul. Atrás do Brasil ficaram, pela ordem: Peru (38 pontos, 83ª posição), Colômbia (36, 94ª), Equador (35, 102ª), Argentina (34, 106ª), Bolívia (34, 106ª), Paraguai (24, 150ª) e Venezuela (20, 160ª).
A maioria dos países da América do Sul, fazem parte dos mais de dois terços do total de nações que em 2013 que ficaram com a pontuação do índice abaixo de 50. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças até a execução das leis e regulamentos”, avaliou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.
Resultados gerais
O Índice de Percepção da Corrupção 2013 avaliou 177 países. No topo da lista dos “menos corruptos” houve um empate: Dinamarca e Nova Zelândia dividiram a primeira posição, com 91 pontos cada. A Finlândia, que ano passado também ocupou a primeira posição, caiu para segundo lugar junto com a Suécia (nota 89).
Já a “lanterna” do Índice foi dividida por um trio de nações: Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, cada um com oito pontos. Os mesmo países ficaram na ponta de baixo do ranking no ano passado, com a mesma nota obtida em 2013.
Apenas 54 países avaliados alcançaram nota superior a 50, que é exatamente a metade da pontuação máxima.
Para Labelle, os melhores desempenhos revelam claramente como a transparência impulsiona a prestação de contas e pode deter a corrupção. “Mesmo as melhores performances ainda precisam enfrentar questões como improbidade administrativa do Estado, financiamento de campanhas e supervisão de grandes contratos públicos, que continuam a ser grandes pontos de corrupção”, explicou.
Corrupção no setor público ameaça minar iniciativas globais
A corrupção no setor público continua a ser um dos maiores desafios do mundo, segundo a Transparência Internacional. De acordo com a ONG, as instituições públicas precisam ser mais abertas sobre sua forma de trabalhar e os funcionários devem ser mais transparentes em suas tomadas de decisão. “A corrupção permanece notoriamente difícil de investigar e levar a julgamento”, alertou a TI.
A entidade alertou para o fato de que os futuros esforços mundiais para responder às mudanças climáticas, crises econômicas e à pobreza extrema enfrentarão um obstáculo enorme na forma de corrupção. “Os organismos internacionais, como o G20, devem reprimir a lavagem de dinheiro, tornar as empresas mais transparentes e buscar o retorno de bens roubados”, apontou a ONG.
“É hora de parar aqueles que comentem atos de corrupção e escapam. As brechas legais e a falta de vontade política dos governos facilitam, tanto a nível interno quanto internacionais, a corrupção. Isso é uma das razões para a intensificação dos nossos esforços para combater a impunidade dos corruptos”, concluiu Labelle.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Além da África do Sul, o Brasil está empatado na 69ª posição com São Tomé e Príncipe, Bósnia e Herzegovina, e, Sérvia.
Uma colocação à frente da posição brasileira, com a nota 43, encontram-se Kuwait, Itália e Romênia. Logo atrás, com nota 41, vêm Bulgária, Senegal e Tunísia.
Já entre os vizinhos de continente, o Brasil posicionou-se como o terceiro melhor, perdendo para Uruguai e Chile, que apresentam pontuação de 73 e 71, respectivamente. Os países, que ocupam as 19ª e 22ª colocações, tradicionalmente lideram na América do Sul. Atrás do Brasil ficaram, pela ordem: Peru (38 pontos, 83ª posição), Colômbia (36, 94ª), Equador (35, 102ª), Argentina (34, 106ª), Bolívia (34, 106ª), Paraguai (24, 150ª) e Venezuela (20, 160ª).
A maioria dos países da América do Sul, fazem parte dos mais de dois terços do total de nações que em 2013 que ficaram com a pontuação do índice abaixo de 50. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças até a execução das leis e regulamentos”, avaliou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.
Resultados gerais
O Índice de Percepção da Corrupção 2013 avaliou 177 países. No topo da lista dos “menos corruptos” houve um empate: Dinamarca e Nova Zelândia dividiram a primeira posição, com 91 pontos cada. A Finlândia, que ano passado também ocupou a primeira posição, caiu para segundo lugar junto com a Suécia (nota 89).
Já a “lanterna” do Índice foi dividida por um trio de nações: Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, cada um com oito pontos. Os mesmo países ficaram na ponta de baixo do ranking no ano passado, com a mesma nota obtida em 2013.
Apenas 54 países avaliados alcançaram nota superior a 50, que é exatamente a metade da pontuação máxima.
Para Labelle, os melhores desempenhos revelam claramente como a transparência impulsiona a prestação de contas e pode deter a corrupção. “Mesmo as melhores performances ainda precisam enfrentar questões como improbidade administrativa do Estado, financiamento de campanhas e supervisão de grandes contratos públicos, que continuam a ser grandes pontos de corrupção”, explicou.
Corrupção no setor público ameaça minar iniciativas globais
A corrupção no setor público continua a ser um dos maiores desafios do mundo, segundo a Transparência Internacional. De acordo com a ONG, as instituições públicas precisam ser mais abertas sobre sua forma de trabalhar e os funcionários devem ser mais transparentes em suas tomadas de decisão. “A corrupção permanece notoriamente difícil de investigar e levar a julgamento”, alertou a TI.
A entidade alertou para o fato de que os futuros esforços mundiais para responder às mudanças climáticas, crises econômicas e à pobreza extrema enfrentarão um obstáculo enorme na forma de corrupção. “Os organismos internacionais, como o G20, devem reprimir a lavagem de dinheiro, tornar as empresas mais transparentes e buscar o retorno de bens roubados”, apontou a ONG.
“É hora de parar aqueles que comentem atos de corrupção e escapam. As brechas legais e a falta de vontade política dos governos facilitam, tanto a nível interno quanto internacionais, a corrupção. Isso é uma das razões para a intensificação dos nossos esforços para combater a impunidade dos corruptos”, concluiu Labelle.
Brasil cai em índice de percepção de corrupção
3 de dezembro de 2013
Dyelle Menezes
Dyelle Menezes
No ano em que a corrupção foi
colocada atrás das grades no Brasil, o país ficou na 72ª colocação,
entre 177 países, no índice de Percepção da Corrupção de 2013. A
colocação brasileira representa queda de três posições em relação ao
mesmo estudo no ano passado, quando o Brasil ocupou a 69ª posição.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Além da África do Sul, o Brasil está empatado na 69ª posição com São Tomé e Príncipe, Bósnia e Herzegovina, e, Sérvia.
Uma colocação à frente da posição brasileira, com a nota 43, encontram-se Kuwait, Itália e Romênia. Logo atrás, com nota 41, vêm Bulgária, Senegal e Tunísia.
Já entre os vizinhos de continente, o Brasil posicionou-se como o terceiro melhor, perdendo para Uruguai e Chile, que apresentam pontuação de 73 e 71, respectivamente. Os países, que ocupam as 19ª e 22ª colocações, tradicionalmente lideram na América do Sul. Atrás do Brasil ficaram, pela ordem: Peru (38 pontos, 83ª posição), Colômbia (36, 94ª), Equador (35, 102ª), Argentina (34, 106ª), Bolívia (34, 106ª), Paraguai (24, 150ª) e Venezuela (20, 160ª).
A maioria dos países da América do Sul, fazem parte dos mais de dois terços do total de nações que em 2013 que ficaram com a pontuação do índice abaixo de 50. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças até a execução das leis e regulamentos”, avaliou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.
Resultados gerais
O Índice de Percepção da Corrupção 2013 avaliou 177 países. No topo da lista dos “menos corruptos” houve um empate: Dinamarca e Nova Zelândia dividiram a primeira posição, com 91 pontos cada. A Finlândia, que ano passado também ocupou a primeira posição, caiu para segundo lugar junto com a Suécia (nota 89).
Já a “lanterna” do Índice foi dividida por um trio de nações: Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, cada um com oito pontos. Os mesmo países ficaram na ponta de baixo do ranking no ano passado, com a mesma nota obtida em 2013.
Apenas 54 países avaliados alcançaram nota superior a 50, que é exatamente a metade da pontuação máxima.
Para Labelle, os melhores desempenhos revelam claramente como a transparência impulsiona a prestação de contas e pode deter a corrupção. “Mesmo as melhores performances ainda precisam enfrentar questões como improbidade administrativa do Estado, financiamento de campanhas e supervisão de grandes contratos públicos, que continuam a ser grandes pontos de corrupção”, explicou.
Corrupção no setor público ameaça minar iniciativas globais
A corrupção no setor público continua a ser um dos maiores desafios do mundo, segundo a Transparência Internacional. De acordo com a ONG, as instituições públicas precisam ser mais abertas sobre sua forma de trabalhar e os funcionários devem ser mais transparentes em suas tomadas de decisão. “A corrupção permanece notoriamente difícil de investigar e levar a julgamento”, alertou a TI.
A entidade alertou para o fato de que os futuros esforços mundiais para responder às mudanças climáticas, crises econômicas e à pobreza extrema enfrentarão um obstáculo enorme na forma de corrupção. “Os organismos internacionais, como o G20, devem reprimir a lavagem de dinheiro, tornar as empresas mais transparentes e buscar o retorno de bens roubados”, apontou a ONG.
“É hora de parar aqueles que comentem atos de corrupção e escapam. As brechas legais e a falta de vontade política dos governos facilitam, tanto a nível interno quanto internacionais, a corrupção. Isso é uma das razões para a intensificação dos nossos esforços para combater a impunidade dos corruptos”, concluiu Labelle.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Além da África do Sul, o Brasil está empatado na 69ª posição com São Tomé e Príncipe, Bósnia e Herzegovina, e, Sérvia.
Uma colocação à frente da posição brasileira, com a nota 43, encontram-se Kuwait, Itália e Romênia. Logo atrás, com nota 41, vêm Bulgária, Senegal e Tunísia.
Já entre os vizinhos de continente, o Brasil posicionou-se como o terceiro melhor, perdendo para Uruguai e Chile, que apresentam pontuação de 73 e 71, respectivamente. Os países, que ocupam as 19ª e 22ª colocações, tradicionalmente lideram na América do Sul. Atrás do Brasil ficaram, pela ordem: Peru (38 pontos, 83ª posição), Colômbia (36, 94ª), Equador (35, 102ª), Argentina (34, 106ª), Bolívia (34, 106ª), Paraguai (24, 150ª) e Venezuela (20, 160ª).
A maioria dos países da América do Sul, fazem parte dos mais de dois terços do total de nações que em 2013 que ficaram com a pontuação do índice abaixo de 50. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças até a execução das leis e regulamentos”, avaliou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.
Resultados gerais
O Índice de Percepção da Corrupção 2013 avaliou 177 países. No topo da lista dos “menos corruptos” houve um empate: Dinamarca e Nova Zelândia dividiram a primeira posição, com 91 pontos cada. A Finlândia, que ano passado também ocupou a primeira posição, caiu para segundo lugar junto com a Suécia (nota 89).
Já a “lanterna” do Índice foi dividida por um trio de nações: Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, cada um com oito pontos. Os mesmo países ficaram na ponta de baixo do ranking no ano passado, com a mesma nota obtida em 2013.
Apenas 54 países avaliados alcançaram nota superior a 50, que é exatamente a metade da pontuação máxima.
Para Labelle, os melhores desempenhos revelam claramente como a transparência impulsiona a prestação de contas e pode deter a corrupção. “Mesmo as melhores performances ainda precisam enfrentar questões como improbidade administrativa do Estado, financiamento de campanhas e supervisão de grandes contratos públicos, que continuam a ser grandes pontos de corrupção”, explicou.
Corrupção no setor público ameaça minar iniciativas globais
A corrupção no setor público continua a ser um dos maiores desafios do mundo, segundo a Transparência Internacional. De acordo com a ONG, as instituições públicas precisam ser mais abertas sobre sua forma de trabalhar e os funcionários devem ser mais transparentes em suas tomadas de decisão. “A corrupção permanece notoriamente difícil de investigar e levar a julgamento”, alertou a TI.
A entidade alertou para o fato de que os futuros esforços mundiais para responder às mudanças climáticas, crises econômicas e à pobreza extrema enfrentarão um obstáculo enorme na forma de corrupção. “Os organismos internacionais, como o G20, devem reprimir a lavagem de dinheiro, tornar as empresas mais transparentes e buscar o retorno de bens roubados”, apontou a ONG.
“É hora de parar aqueles que comentem atos de corrupção e escapam. As brechas legais e a falta de vontade política dos governos facilitam, tanto a nível interno quanto internacionais, a corrupção. Isso é uma das razões para a intensificação dos nossos esforços para combater a impunidade dos corruptos”, concluiu Labelle.
Brasil cai em índice de percepção de corrupção
3 de dezembro de 2013
Dyelle Menezes
Dyelle Menezes
No ano em que a corrupção foi
colocada atrás das grades no Brasil, o país ficou na 72ª colocação,
entre 177 países, no índice de Percepção da Corrupção de 2013. A
colocação brasileira representa queda de três posições em relação ao
mesmo estudo no ano passado, quando o Brasil ocupou a 69ª posição.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Além da África do Sul, o Brasil está empatado na 69ª posição com São Tomé e Príncipe, Bósnia e Herzegovina, e, Sérvia.
Uma colocação à frente da posição brasileira, com a nota 43, encontram-se Kuwait, Itália e Romênia. Logo atrás, com nota 41, vêm Bulgária, Senegal e Tunísia.
Já entre os vizinhos de continente, o Brasil posicionou-se como o terceiro melhor, perdendo para Uruguai e Chile, que apresentam pontuação de 73 e 71, respectivamente. Os países, que ocupam as 19ª e 22ª colocações, tradicionalmente lideram na América do Sul. Atrás do Brasil ficaram, pela ordem: Peru (38 pontos, 83ª posição), Colômbia (36, 94ª), Equador (35, 102ª), Argentina (34, 106ª), Bolívia (34, 106ª), Paraguai (24, 150ª) e Venezuela (20, 160ª).
A maioria dos países da América do Sul, fazem parte dos mais de dois terços do total de nações que em 2013 que ficaram com a pontuação do índice abaixo de 50. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças até a execução das leis e regulamentos”, avaliou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.
Resultados gerais
O Índice de Percepção da Corrupção 2013 avaliou 177 países. No topo da lista dos “menos corruptos” houve um empate: Dinamarca e Nova Zelândia dividiram a primeira posição, com 91 pontos cada. A Finlândia, que ano passado também ocupou a primeira posição, caiu para segundo lugar junto com a Suécia (nota 89).
Já a “lanterna” do Índice foi dividida por um trio de nações: Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, cada um com oito pontos. Os mesmo países ficaram na ponta de baixo do ranking no ano passado, com a mesma nota obtida em 2013.
Apenas 54 países avaliados alcançaram nota superior a 50, que é exatamente a metade da pontuação máxima.
Para Labelle, os melhores desempenhos revelam claramente como a transparência impulsiona a prestação de contas e pode deter a corrupção. “Mesmo as melhores performances ainda precisam enfrentar questões como improbidade administrativa do Estado, financiamento de campanhas e supervisão de grandes contratos públicos, que continuam a ser grandes pontos de corrupção”, explicou.
Corrupção no setor público ameaça minar iniciativas globais
A corrupção no setor público continua a ser um dos maiores desafios do mundo, segundo a Transparência Internacional. De acordo com a ONG, as instituições públicas precisam ser mais abertas sobre sua forma de trabalhar e os funcionários devem ser mais transparentes em suas tomadas de decisão. “A corrupção permanece notoriamente difícil de investigar e levar a julgamento”, alertou a TI.
A entidade alertou para o fato de que os futuros esforços mundiais para responder às mudanças climáticas, crises econômicas e à pobreza extrema enfrentarão um obstáculo enorme na forma de corrupção. “Os organismos internacionais, como o G20, devem reprimir a lavagem de dinheiro, tornar as empresas mais transparentes e buscar o retorno de bens roubados”, apontou a ONG.
“É hora de parar aqueles que comentem atos de corrupção e escapam. As brechas legais e a falta de vontade política dos governos facilitam, tanto a nível interno quanto internacionais, a corrupção. Isso é uma das razões para a intensificação dos nossos esforços para combater a impunidade dos corruptos”, concluiu Labelle.
O Índice
Criado em 1995, o Índice de Percepção da Corrupção é um projeto anual da ONG Transparência Internacional que classifica os países de acordo com o nível de corrupção que se percebe nos governos de cada um. O Índice é montado combinando-se pesquisas internacionais de diversas entidades especializadas no setor.
Segundo a Transparência Internacional, escolheu-se montar uma classificação subjetiva, baseada em níveis percebidos e aparentes, porque a corrupção é uma prática que não deixa dados empíricos sólidos para serem analisados.
A partir de 2012, a fórmula para a construção do ranking do Índice passou a ser simplificada e a usar, para cada país, dados apenas do ano corrente. De acordo com a ONG, essa nova metodologia refletirá melhor as transformações de cada país na luta contra a corrupção e também permitirá comparações ano-a-ano mais claras e diretas.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Além da África do Sul, o Brasil está empatado na 69ª posição com São Tomé e Príncipe, Bósnia e Herzegovina, e, Sérvia.
Uma colocação à frente da posição brasileira, com a nota 43, encontram-se Kuwait, Itália e Romênia. Logo atrás, com nota 41, vêm Bulgária, Senegal e Tunísia.
Já entre os vizinhos de continente, o Brasil posicionou-se como o terceiro melhor, perdendo para Uruguai e Chile, que apresentam pontuação de 73 e 71, respectivamente. Os países, que ocupam as 19ª e 22ª colocações, tradicionalmente lideram na América do Sul. Atrás do Brasil ficaram, pela ordem: Peru (38 pontos, 83ª posição), Colômbia (36, 94ª), Equador (35, 102ª), Argentina (34, 106ª), Bolívia (34, 106ª), Paraguai (24, 150ª) e Venezuela (20, 160ª).
A maioria dos países da América do Sul, fazem parte dos mais de dois terços do total de nações que em 2013 que ficaram com a pontuação do índice abaixo de 50. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças até a execução das leis e regulamentos”, avaliou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.
Resultados gerais
O Índice de Percepção da Corrupção 2013 avaliou 177 países. No topo da lista dos “menos corruptos” houve um empate: Dinamarca e Nova Zelândia dividiram a primeira posição, com 91 pontos cada. A Finlândia, que ano passado também ocupou a primeira posição, caiu para segundo lugar junto com a Suécia (nota 89).
Já a “lanterna” do Índice foi dividida por um trio de nações: Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, cada um com oito pontos. Os mesmo países ficaram na ponta de baixo do ranking no ano passado, com a mesma nota obtida em 2013.
Apenas 54 países avaliados alcançaram nota superior a 50, que é exatamente a metade da pontuação máxima.
Para Labelle, os melhores desempenhos revelam claramente como a transparência impulsiona a prestação de contas e pode deter a corrupção. “Mesmo as melhores performances ainda precisam enfrentar questões como improbidade administrativa do Estado, financiamento de campanhas e supervisão de grandes contratos públicos, que continuam a ser grandes pontos de corrupção”, explicou.
Corrupção no setor público ameaça minar iniciativas globais
A corrupção no setor público continua a ser um dos maiores desafios do mundo, segundo a Transparência Internacional. De acordo com a ONG, as instituições públicas precisam ser mais abertas sobre sua forma de trabalhar e os funcionários devem ser mais transparentes em suas tomadas de decisão. “A corrupção permanece notoriamente difícil de investigar e levar a julgamento”, alertou a TI.
A entidade alertou para o fato de que os futuros esforços mundiais para responder às mudanças climáticas, crises econômicas e à pobreza extrema enfrentarão um obstáculo enorme na forma de corrupção. “Os organismos internacionais, como o G20, devem reprimir a lavagem de dinheiro, tornar as empresas mais transparentes e buscar o retorno de bens roubados”, apontou a ONG.
“É hora de parar aqueles que comentem atos de corrupção e escapam. As brechas legais e a falta de vontade política dos governos facilitam, tanto a nível interno quanto internacionais, a corrupção. Isso é uma das razões para a intensificação dos nossos esforços para combater a impunidade dos corruptos”, concluiu Labelle.
O Índice
Criado em 1995, o Índice de Percepção da Corrupção é um projeto anual da ONG Transparência Internacional que classifica os países de acordo com o nível de corrupção que se percebe nos governos de cada um. O Índice é montado combinando-se pesquisas internacionais de diversas entidades especializadas no setor.
Segundo a Transparência Internacional, escolheu-se montar uma classificação subjetiva, baseada em níveis percebidos e aparentes, porque a corrupção é uma prática que não deixa dados empíricos sólidos para serem analisados.
A partir de 2012, a fórmula para a construção do ranking do Índice passou a ser simplificada e a usar, para cada país, dados apenas do ano corrente. De acordo com a ONG, essa nova metodologia refletirá melhor as transformações de cada país na luta contra a corrupção e também permitirá comparações ano-a-ano mais claras e diretas.
Brasil cai em índice de percepção de corrupção
3 de dezembro de 2013
Dyelle Menezes
Dyelle Menezes
No ano em que a corrupção foi
colocada atrás das grades no Brasil, o país ficou na 72ª colocação,
entre 177 países, no índice de Percepção da Corrupção de 2013. A
colocação brasileira representa queda de três posições em relação ao
mesmo estudo no ano passado, quando o Brasil ocupou a 69ª posição.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Além da África do Sul, o Brasil está empatado na 69ª posição com São Tomé e Príncipe, Bósnia e Herzegovina, e, Sérvia.
Uma colocação à frente da posição brasileira, com a nota 43, encontram-se Kuwait, Itália e Romênia. Logo atrás, com nota 41, vêm Bulgária, Senegal e Tunísia.
Já entre os vizinhos de continente, o Brasil posicionou-se como o terceiro melhor, perdendo para Uruguai e Chile, que apresentam pontuação de 73 e 71, respectivamente. Os países, que ocupam as 19ª e 22ª colocações, tradicionalmente lideram na América do Sul. Atrás do Brasil ficaram, pela ordem: Peru (38 pontos, 83ª posição), Colômbia (36, 94ª), Equador (35, 102ª), Argentina (34, 106ª), Bolívia (34, 106ª), Paraguai (24, 150ª) e Venezuela (20, 160ª).
A maioria dos países da América do Sul, fazem parte dos mais de dois terços do total de nações que em 2013 que ficaram com a pontuação do índice abaixo de 50. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças até a execução das leis e regulamentos”, avaliou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.
Resultados gerais
O Índice de Percepção da Corrupção 2013 avaliou 177 países. No topo da lista dos “menos corruptos” houve um empate: Dinamarca e Nova Zelândia dividiram a primeira posição, com 91 pontos cada. A Finlândia, que ano passado também ocupou a primeira posição, caiu para segundo lugar junto com a Suécia (nota 89).
Já a “lanterna” do Índice foi dividida por um trio de nações: Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, cada um com oito pontos. Os mesmo países ficaram na ponta de baixo do ranking no ano passado, com a mesma nota obtida em 2013.
Apenas 54 países avaliados alcançaram nota superior a 50, que é exatamente a metade da pontuação máxima.
Para Labelle, os melhores desempenhos revelam claramente como a transparência impulsiona a prestação de contas e pode deter a corrupção. “Mesmo as melhores performances ainda precisam enfrentar questões como improbidade administrativa do Estado, financiamento de campanhas e supervisão de grandes contratos públicos, que continuam a ser grandes pontos de corrupção”, explicou.
Corrupção no setor público ameaça minar iniciativas globais
A corrupção no setor público continua a ser um dos maiores desafios do mundo, segundo a Transparência Internacional. De acordo com a ONG, as instituições públicas precisam ser mais abertas sobre sua forma de trabalhar e os funcionários devem ser mais transparentes em suas tomadas de decisão. “A corrupção permanece notoriamente difícil de investigar e levar a julgamento”, alertou a TI.
A entidade alertou para o fato de que os futuros esforços mundiais para responder às mudanças climáticas, crises econômicas e à pobreza extrema enfrentarão um obstáculo enorme na forma de corrupção. “Os organismos internacionais, como o G20, devem reprimir a lavagem de dinheiro, tornar as empresas mais transparentes e buscar o retorno de bens roubados”, apontou a ONG.
“É hora de parar aqueles que comentem atos de corrupção e escapam. As brechas legais e a falta de vontade política dos governos facilitam, tanto a nível interno quanto internacionais, a corrupção. Isso é uma das razões para a intensificação dos nossos esforços para combater a impunidade dos corruptos”, concluiu Labelle.
O Índice
Criado em 1995, o Índice de Percepção da Corrupção é um projeto anual da ONG Transparência Internacional que classifica os países de acordo com o nível de corrupção que se percebe nos governos de cada um. O Índice é montado combinando-se pesquisas internacionais de diversas entidades especializadas no setor.
Segundo a Transparência Internacional, escolheu-se montar uma classificação subjetiva, baseada em níveis percebidos e aparentes, porque a corrupção é uma prática que não deixa dados empíricos sólidos para serem analisados.
A partir de 2012, a fórmula para a construção do ranking do Índice passou a ser simplificada e a usar, para cada país, dados apenas do ano corrente. De acordo com a ONG, essa nova metodologia refletirá melhor as transformações de cada país na luta contra a corrupção e também permitirá comparações ano-a-ano mais claras e diretas.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Além da África do Sul, o Brasil está empatado na 69ª posição com São Tomé e Príncipe, Bósnia e Herzegovina, e, Sérvia.
Uma colocação à frente da posição brasileira, com a nota 43, encontram-se Kuwait, Itália e Romênia. Logo atrás, com nota 41, vêm Bulgária, Senegal e Tunísia.
Já entre os vizinhos de continente, o Brasil posicionou-se como o terceiro melhor, perdendo para Uruguai e Chile, que apresentam pontuação de 73 e 71, respectivamente. Os países, que ocupam as 19ª e 22ª colocações, tradicionalmente lideram na América do Sul. Atrás do Brasil ficaram, pela ordem: Peru (38 pontos, 83ª posição), Colômbia (36, 94ª), Equador (35, 102ª), Argentina (34, 106ª), Bolívia (34, 106ª), Paraguai (24, 150ª) e Venezuela (20, 160ª).
A maioria dos países da América do Sul, fazem parte dos mais de dois terços do total de nações que em 2013 que ficaram com a pontuação do índice abaixo de 50. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças até a execução das leis e regulamentos”, avaliou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.
Resultados gerais
O Índice de Percepção da Corrupção 2013 avaliou 177 países. No topo da lista dos “menos corruptos” houve um empate: Dinamarca e Nova Zelândia dividiram a primeira posição, com 91 pontos cada. A Finlândia, que ano passado também ocupou a primeira posição, caiu para segundo lugar junto com a Suécia (nota 89).
Já a “lanterna” do Índice foi dividida por um trio de nações: Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, cada um com oito pontos. Os mesmo países ficaram na ponta de baixo do ranking no ano passado, com a mesma nota obtida em 2013.
Apenas 54 países avaliados alcançaram nota superior a 50, que é exatamente a metade da pontuação máxima.
Para Labelle, os melhores desempenhos revelam claramente como a transparência impulsiona a prestação de contas e pode deter a corrupção. “Mesmo as melhores performances ainda precisam enfrentar questões como improbidade administrativa do Estado, financiamento de campanhas e supervisão de grandes contratos públicos, que continuam a ser grandes pontos de corrupção”, explicou.
Corrupção no setor público ameaça minar iniciativas globais
A corrupção no setor público continua a ser um dos maiores desafios do mundo, segundo a Transparência Internacional. De acordo com a ONG, as instituições públicas precisam ser mais abertas sobre sua forma de trabalhar e os funcionários devem ser mais transparentes em suas tomadas de decisão. “A corrupção permanece notoriamente difícil de investigar e levar a julgamento”, alertou a TI.
A entidade alertou para o fato de que os futuros esforços mundiais para responder às mudanças climáticas, crises econômicas e à pobreza extrema enfrentarão um obstáculo enorme na forma de corrupção. “Os organismos internacionais, como o G20, devem reprimir a lavagem de dinheiro, tornar as empresas mais transparentes e buscar o retorno de bens roubados”, apontou a ONG.
“É hora de parar aqueles que comentem atos de corrupção e escapam. As brechas legais e a falta de vontade política dos governos facilitam, tanto a nível interno quanto internacionais, a corrupção. Isso é uma das razões para a intensificação dos nossos esforços para combater a impunidade dos corruptos”, concluiu Labelle.
O Índice
Criado em 1995, o Índice de Percepção da Corrupção é um projeto anual da ONG Transparência Internacional que classifica os países de acordo com o nível de corrupção que se percebe nos governos de cada um. O Índice é montado combinando-se pesquisas internacionais de diversas entidades especializadas no setor.
Segundo a Transparência Internacional, escolheu-se montar uma classificação subjetiva, baseada em níveis percebidos e aparentes, porque a corrupção é uma prática que não deixa dados empíricos sólidos para serem analisados.
A partir de 2012, a fórmula para a construção do ranking do Índice passou a ser simplificada e a usar, para cada país, dados apenas do ano corrente. De acordo com a ONG, essa nova metodologia refletirá melhor as transformações de cada país na luta contra a corrupção e também permitirá comparações ano-a-ano mais claras e diretas.
Brasil cai em índice de percepção de corrupção
3 de dezembro de 2013
Dyelle Menezes
Dyelle Menezes
No ano em que a corrupção foi
colocada atrás das grades no Brasil, o país ficou na 72ª colocação,
entre 177 países, no índice de Percepção da Corrupção de 2013. A
colocação brasileira representa queda de três posições em relação ao
mesmo estudo no ano passado, quando o Brasil ocupou a 69ª posição.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Além da África do Sul, o Brasil está empatado na 69ª posição com São Tomé e Príncipe, Bósnia e Herzegovina, e, Sérvia.
Uma colocação à frente da posição brasileira, com a nota 43, encontram-se Kuwait, Itália e Romênia. Logo atrás, com nota 41, vêm Bulgária, Senegal e Tunísia.
Já entre os vizinhos de continente, o Brasil posicionou-se como o terceiro melhor, perdendo para Uruguai e Chile, que apresentam pontuação de 73 e 71, respectivamente. Os países, que ocupam as 19ª e 22ª colocações, tradicionalmente lideram na América do Sul. Atrás do Brasil ficaram, pela ordem: Peru (38 pontos, 83ª posição), Colômbia (36, 94ª), Equador (35, 102ª), Argentina (34, 106ª), Bolívia (34, 106ª), Paraguai (24, 150ª) e Venezuela (20, 160ª).
A maioria dos países da América do Sul, fazem parte dos mais de dois terços do total de nações que em 2013 que ficaram com a pontuação do índice abaixo de 50. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças até a execução das leis e regulamentos”, avaliou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.
Resultados gerais
O Índice de Percepção da Corrupção 2013 avaliou 177 países. No topo da lista dos “menos corruptos” houve um empate: Dinamarca e Nova Zelândia dividiram a primeira posição, com 91 pontos cada. A Finlândia, que ano passado também ocupou a primeira posição, caiu para segundo lugar junto com a Suécia (nota 89).
Já a “lanterna” do Índice foi dividida por um trio de nações: Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, cada um com oito pontos. Os mesmo países ficaram na ponta de baixo do ranking no ano passado, com a mesma nota obtida em 2013.
Apenas 54 países avaliados alcançaram nota superior a 50, que é exatamente a metade da pontuação máxima.
Para Labelle, os melhores desempenhos revelam claramente como a transparência impulsiona a prestação de contas e pode deter a corrupção. “Mesmo as melhores performances ainda precisam enfrentar questões como improbidade administrativa do Estado, financiamento de campanhas e supervisão de grandes contratos públicos, que continuam a ser grandes pontos de corrupção”, explicou.
Corrupção no setor público ameaça minar iniciativas globais
A corrupção no setor público continua a ser um dos maiores desafios do mundo, segundo a Transparência Internacional. De acordo com a ONG, as instituições públicas precisam ser mais abertas sobre sua forma de trabalhar e os funcionários devem ser mais transparentes em suas tomadas de decisão. “A corrupção permanece notoriamente difícil de investigar e levar a julgamento”, alertou a TI.
A entidade alertou para o fato de que os futuros esforços mundiais para responder às mudanças climáticas, crises econômicas e à pobreza extrema enfrentarão um obstáculo enorme na forma de corrupção. “Os organismos internacionais, como o G20, devem reprimir a lavagem de dinheiro, tornar as empresas mais transparentes e buscar o retorno de bens roubados”, apontou a ONG.
“É hora de parar aqueles que comentem atos de corrupção e escapam. As brechas legais e a falta de vontade política dos governos facilitam, tanto a nível interno quanto internacionais, a corrupção. Isso é uma das razões para a intensificação dos nossos esforços para combater a impunidade dos corruptos”, concluiu Labelle.
O Índice
Criado em 1995, o Índice de Percepção da Corrupção é um projeto anual da ONG Transparência Internacional que classifica os países de acordo com o nível de corrupção que se percebe nos governos de cada um. O Índice é montado combinando-se pesquisas internacionais de diversas entidades especializadas no setor.
Segundo a Transparência Internacional, escolheu-se montar uma classificação subjetiva, baseada em níveis percebidos e aparentes, porque a corrupção é uma prática que não deixa dados empíricos sólidos para serem analisados.
A partir de 2012, a fórmula para a construção do ranking do Índice passou a ser simplificada e a usar, para cada país, dados apenas do ano corrente. De acordo com a ONG, essa nova metodologia refletirá melhor as transformações de cada país na luta contra a corrupção e também permitirá comparações ano-a-ano mais claras e diretas.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Além da África do Sul, o Brasil está empatado na 69ª posição com São Tomé e Príncipe, Bósnia e Herzegovina, e, Sérvia.
Uma colocação à frente da posição brasileira, com a nota 43, encontram-se Kuwait, Itália e Romênia. Logo atrás, com nota 41, vêm Bulgária, Senegal e Tunísia.
Já entre os vizinhos de continente, o Brasil posicionou-se como o terceiro melhor, perdendo para Uruguai e Chile, que apresentam pontuação de 73 e 71, respectivamente. Os países, que ocupam as 19ª e 22ª colocações, tradicionalmente lideram na América do Sul. Atrás do Brasil ficaram, pela ordem: Peru (38 pontos, 83ª posição), Colômbia (36, 94ª), Equador (35, 102ª), Argentina (34, 106ª), Bolívia (34, 106ª), Paraguai (24, 150ª) e Venezuela (20, 160ª).
A maioria dos países da América do Sul, fazem parte dos mais de dois terços do total de nações que em 2013 que ficaram com a pontuação do índice abaixo de 50. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças até a execução das leis e regulamentos”, avaliou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.
Resultados gerais
O Índice de Percepção da Corrupção 2013 avaliou 177 países. No topo da lista dos “menos corruptos” houve um empate: Dinamarca e Nova Zelândia dividiram a primeira posição, com 91 pontos cada. A Finlândia, que ano passado também ocupou a primeira posição, caiu para segundo lugar junto com a Suécia (nota 89).
Já a “lanterna” do Índice foi dividida por um trio de nações: Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, cada um com oito pontos. Os mesmo países ficaram na ponta de baixo do ranking no ano passado, com a mesma nota obtida em 2013.
Apenas 54 países avaliados alcançaram nota superior a 50, que é exatamente a metade da pontuação máxima.
Para Labelle, os melhores desempenhos revelam claramente como a transparência impulsiona a prestação de contas e pode deter a corrupção. “Mesmo as melhores performances ainda precisam enfrentar questões como improbidade administrativa do Estado, financiamento de campanhas e supervisão de grandes contratos públicos, que continuam a ser grandes pontos de corrupção”, explicou.
Corrupção no setor público ameaça minar iniciativas globais
A corrupção no setor público continua a ser um dos maiores desafios do mundo, segundo a Transparência Internacional. De acordo com a ONG, as instituições públicas precisam ser mais abertas sobre sua forma de trabalhar e os funcionários devem ser mais transparentes em suas tomadas de decisão. “A corrupção permanece notoriamente difícil de investigar e levar a julgamento”, alertou a TI.
A entidade alertou para o fato de que os futuros esforços mundiais para responder às mudanças climáticas, crises econômicas e à pobreza extrema enfrentarão um obstáculo enorme na forma de corrupção. “Os organismos internacionais, como o G20, devem reprimir a lavagem de dinheiro, tornar as empresas mais transparentes e buscar o retorno de bens roubados”, apontou a ONG.
“É hora de parar aqueles que comentem atos de corrupção e escapam. As brechas legais e a falta de vontade política dos governos facilitam, tanto a nível interno quanto internacionais, a corrupção. Isso é uma das razões para a intensificação dos nossos esforços para combater a impunidade dos corruptos”, concluiu Labelle.
O Índice
Criado em 1995, o Índice de Percepção da Corrupção é um projeto anual da ONG Transparência Internacional que classifica os países de acordo com o nível de corrupção que se percebe nos governos de cada um. O Índice é montado combinando-se pesquisas internacionais de diversas entidades especializadas no setor.
Segundo a Transparência Internacional, escolheu-se montar uma classificação subjetiva, baseada em níveis percebidos e aparentes, porque a corrupção é uma prática que não deixa dados empíricos sólidos para serem analisados.
A partir de 2012, a fórmula para a construção do ranking do Índice passou a ser simplificada e a usar, para cada país, dados apenas do ano corrente. De acordo com a ONG, essa nova metodologia refletirá melhor as transformações de cada país na luta contra a corrupção e também permitirá comparações ano-a-ano mais claras e diretas.
Brasil cai em índice de percepção de corrupção
3 de dezembro de 2013
Dyelle Menezes
Dyelle Menezes
No ano em que a corrupção foi
colocada atrás das grades no Brasil, o país ficou na 72ª colocação,
entre 177 países, no índice de Percepção da Corrupção de 2013. A
colocação brasileira representa queda de três posições em relação ao
mesmo estudo no ano passado, quando o Brasil ocupou a 69ª posição.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Além da África do Sul, o Brasil está empatado na 69ª posição com São Tomé e Príncipe, Bósnia e Herzegovina, e, Sérvia.
Uma colocação à frente da posição brasileira, com a nota 43, encontram-se Kuwait, Itália e Romênia. Logo atrás, com nota 41, vêm Bulgária, Senegal e Tunísia.
Já entre os vizinhos de continente, o Brasil posicionou-se como o terceiro melhor, perdendo para Uruguai e Chile, que apresentam pontuação de 73 e 71, respectivamente. Os países, que ocupam as 19ª e 22ª colocações, tradicionalmente lideram na América do Sul. Atrás do Brasil ficaram, pela ordem: Peru (38 pontos, 83ª posição), Colômbia (36, 94ª), Equador (35, 102ª), Argentina (34, 106ª), Bolívia (34, 106ª), Paraguai (24, 150ª) e Venezuela (20, 160ª).
A maioria dos países da América do Sul, fazem parte dos mais de dois terços do total de nações que em 2013 que ficaram com a pontuação do índice abaixo de 50. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças até a execução das leis e regulamentos”, avaliou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.
Resultados gerais
O Índice de Percepção da Corrupção 2013 avaliou 177 países. No topo da lista dos “menos corruptos” houve um empate: Dinamarca e Nova Zelândia dividiram a primeira posição, com 91 pontos cada. A Finlândia, que ano passado também ocupou a primeira posição, caiu para segundo lugar junto com a Suécia (nota 89).
Já a “lanterna” do Índice foi dividida por um trio de nações: Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, cada um com oito pontos. Os mesmo países ficaram na ponta de baixo do ranking no ano passado, com a mesma nota obtida em 2013.
Apenas 54 países avaliados alcançaram nota superior a 50, que é exatamente a metade da pontuação máxima.
Para Labelle, os melhores desempenhos revelam claramente como a transparência impulsiona a prestação de contas e pode deter a corrupção. “Mesmo as melhores performances ainda precisam enfrentar questões como improbidade administrativa do Estado, financiamento de campanhas e supervisão de grandes contratos públicos, que continuam a ser grandes pontos de corrupção”, explicou.
Corrupção no setor público ameaça minar iniciativas globais
A corrupção no setor público continua a ser um dos maiores desafios do mundo, segundo a Transparência Internacional. De acordo com a ONG, as instituições públicas precisam ser mais abertas sobre sua forma de trabalhar e os funcionários devem ser mais transparentes em suas tomadas de decisão. “A corrupção permanece notoriamente difícil de investigar e levar a julgamento”, alertou a TI.
A entidade alertou para o fato de que os futuros esforços mundiais para responder às mudanças climáticas, crises econômicas e à pobreza extrema enfrentarão um obstáculo enorme na forma de corrupção. “Os organismos internacionais, como o G20, devem reprimir a lavagem de dinheiro, tornar as empresas mais transparentes e buscar o retorno de bens roubados”, apontou a ONG.
“É hora de parar aqueles que comentem atos de corrupção e escapam. As brechas legais e a falta de vontade política dos governos facilitam, tanto a nível interno quanto internacionais, a corrupção. Isso é uma das razões para a intensificação dos nossos esforços para combater a impunidade dos corruptos”, concluiu Labelle.
O Índice
Criado em 1995, o Índice de Percepção da Corrupção é um projeto anual da ONG Transparência Internacional que classifica os países de acordo com o nível de corrupção que se percebe nos governos de cada um. O Índice é montado combinando-se pesquisas internacionais de diversas entidades especializadas no setor.
Segundo a Transparência Internacional, escolheu-se montar uma classificação subjetiva, baseada em níveis percebidos e aparentes, porque a corrupção é uma prática que não deixa dados empíricos sólidos para serem analisados.
A partir de 2012, a fórmula para a construção do ranking do Índice passou a ser simplificada e a usar, para cada país, dados apenas do ano corrente. De acordo com a ONG, essa nova metodologia refletirá melhor as transformações de cada país na luta contra a corrupção e também permitirá comparações ano-a-ano mais claras e diretas.
O estudo é realizado pela Transparência Internacional (TI), organização da sociedade civil que luta contra a corrupção. A edição deste ano do projeto conferiu ao Brasil a nota 42, em uma escala de 0 (mais corrupção) a 100 (menos corrupção). No ano passado, o Brasil recebeu a nota 43.
O resultado coloca o país como o terceiro mais “limpo” da América do Sul, e compartilhando com a África do Sul a liderança das nações que integram o bloco econômico BRICS (países emergentes que mais crescem no mundo: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Além da África do Sul, o Brasil está empatado na 69ª posição com São Tomé e Príncipe, Bósnia e Herzegovina, e, Sérvia.
Uma colocação à frente da posição brasileira, com a nota 43, encontram-se Kuwait, Itália e Romênia. Logo atrás, com nota 41, vêm Bulgária, Senegal e Tunísia.
Já entre os vizinhos de continente, o Brasil posicionou-se como o terceiro melhor, perdendo para Uruguai e Chile, que apresentam pontuação de 73 e 71, respectivamente. Os países, que ocupam as 19ª e 22ª colocações, tradicionalmente lideram na América do Sul. Atrás do Brasil ficaram, pela ordem: Peru (38 pontos, 83ª posição), Colômbia (36, 94ª), Equador (35, 102ª), Argentina (34, 106ª), Bolívia (34, 106ª), Paraguai (24, 150ª) e Venezuela (20, 160ª).
A maioria dos países da América do Sul, fazem parte dos mais de dois terços do total de nações que em 2013 que ficaram com a pontuação do índice abaixo de 50. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo, desde a emissão de licenças até a execução das leis e regulamentos”, avaliou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional.
Resultados gerais
O Índice de Percepção da Corrupção 2013 avaliou 177 países. No topo da lista dos “menos corruptos” houve um empate: Dinamarca e Nova Zelândia dividiram a primeira posição, com 91 pontos cada. A Finlândia, que ano passado também ocupou a primeira posição, caiu para segundo lugar junto com a Suécia (nota 89).
Já a “lanterna” do Índice foi dividida por um trio de nações: Afeganistão, Coreia do Norte e Somália, cada um com oito pontos. Os mesmo países ficaram na ponta de baixo do ranking no ano passado, com a mesma nota obtida em 2013.
Apenas 54 países avaliados alcançaram nota superior a 50, que é exatamente a metade da pontuação máxima.
Para Labelle, os melhores desempenhos revelam claramente como a transparência impulsiona a prestação de contas e pode deter a corrupção. “Mesmo as melhores performances ainda precisam enfrentar questões como improbidade administrativa do Estado, financiamento de campanhas e supervisão de grandes contratos públicos, que continuam a ser grandes pontos de corrupção”, explicou.
Corrupção no setor público ameaça minar iniciativas globais
A corrupção no setor público continua a ser um dos maiores desafios do mundo, segundo a Transparência Internacional. De acordo com a ONG, as instituições públicas precisam ser mais abertas sobre sua forma de trabalhar e os funcionários devem ser mais transparentes em suas tomadas de decisão. “A corrupção permanece notoriamente difícil de investigar e levar a julgamento”, alertou a TI.
A entidade alertou para o fato de que os futuros esforços mundiais para responder às mudanças climáticas, crises econômicas e à pobreza extrema enfrentarão um obstáculo enorme na forma de corrupção. “Os organismos internacionais, como o G20, devem reprimir a lavagem de dinheiro, tornar as empresas mais transparentes e buscar o retorno de bens roubados”, apontou a ONG.
“É hora de parar aqueles que comentem atos de corrupção e escapam. As brechas legais e a falta de vontade política dos governos facilitam, tanto a nível interno quanto internacionais, a corrupção. Isso é uma das razões para a intensificação dos nossos esforços para combater a impunidade dos corruptos”, concluiu Labelle.
O Índice
Criado em 1995, o Índice de Percepção da Corrupção é um projeto anual da ONG Transparência Internacional que classifica os países de acordo com o nível de corrupção que se percebe nos governos de cada um. O Índice é montado combinando-se pesquisas internacionais de diversas entidades especializadas no setor.
Segundo a Transparência Internacional, escolheu-se montar uma classificação subjetiva, baseada em níveis percebidos e aparentes, porque a corrupção é uma prática que não deixa dados empíricos sólidos para serem analisados.
A partir de 2012, a fórmula para a construção do ranking do Índice passou a ser simplificada e a usar, para cada país, dados apenas do ano corrente. De acordo com a ONG, essa nova metodologia refletirá melhor as transformações de cada país na luta contra a corrupção e também permitirá comparações ano-a-ano mais claras e diretas.
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