O Estado de S.Paulo
O Fed, banco central dos Estados Unidos, não chegou a uma conclusão
definitiva sobre a necessidade de aumentar os recursos destinados à recompra dos
títulos do governo, operação que já está alcançando a casa dos US$ 85
bilhões.
O objetivo da operação é gerar no mercado financeiro um grau de liquidez suficiente para dar impulso aos negócios num momento em que o sistema bancário se encontra muito reticente na liberação de créditos ao sistema privado.
Ao dar liquidez aos títulos públicos que tem em carteira, mas dos quais não precisa para cobrir seus déficits - que sempre foram altos nos Estados Unidos -, o governo americano sabe que não há no país repugnância a uma dívida pública elevada, em face da poupança disponível. Assim, a dívida pública tornou-se um instrumento com papel relevante na condução da política monetária do país.
No entanto, essa política acabou sendo adotada por outros países, notadamente França e Espanha, e agora pela Itália, que está renunciando à política de austeridade fiscal.
Foi certamente essa consciência das mudanças em países da comunidade \econômica que levou o Fed a adiar a sua decisão.
O resultado é que estamos tendo um quadro heterodoxo no plano internacional, com o Fed se comprometendo em manter uma taxa de juros de referência perto de zero para convidar as empresas do país a se endividarem. Na União Europeia, a situação é parecida, porém os bancos centrais desses países não escondem a opinião de que um dia o desemprego deverá cair sensivelmente, e assim terão de voltar a adotar uma política de combate à inflação recorrendo ao conhecido jogo da taxa básica de juros.
Estão conscientes, também, de que o retorno a essa política os levará a enfrentar diversos problemas, e o único que não se deverá verificar seria um aumento do desemprego. Nessas condições, podemos indagar qual política monetária se desenrolará num terreno tão delicado, a exigir muita habilidade.
Seria um grande erro pensar que esses países, mesmo dando preferência a uma política de avanço da economia, abandonarão as preocupações com a austeridade e buscarão aumentar a liquidez e o crédito a um preço acessível com o objetivo de facilitar a retomada dos investimentos. Mudar essa perspectiva seria um erro, assim como acreditar que, num clima de grande liquidez, o Brasil possa escapar da austeridade na condução da sua política.
O objetivo da operação é gerar no mercado financeiro um grau de liquidez suficiente para dar impulso aos negócios num momento em que o sistema bancário se encontra muito reticente na liberação de créditos ao sistema privado.
Ao dar liquidez aos títulos públicos que tem em carteira, mas dos quais não precisa para cobrir seus déficits - que sempre foram altos nos Estados Unidos -, o governo americano sabe que não há no país repugnância a uma dívida pública elevada, em face da poupança disponível. Assim, a dívida pública tornou-se um instrumento com papel relevante na condução da política monetária do país.
No entanto, essa política acabou sendo adotada por outros países, notadamente França e Espanha, e agora pela Itália, que está renunciando à política de austeridade fiscal.
Foi certamente essa consciência das mudanças em países da comunidade \econômica que levou o Fed a adiar a sua decisão.
O resultado é que estamos tendo um quadro heterodoxo no plano internacional, com o Fed se comprometendo em manter uma taxa de juros de referência perto de zero para convidar as empresas do país a se endividarem. Na União Europeia, a situação é parecida, porém os bancos centrais desses países não escondem a opinião de que um dia o desemprego deverá cair sensivelmente, e assim terão de voltar a adotar uma política de combate à inflação recorrendo ao conhecido jogo da taxa básica de juros.
Estão conscientes, também, de que o retorno a essa política os levará a enfrentar diversos problemas, e o único que não se deverá verificar seria um aumento do desemprego. Nessas condições, podemos indagar qual política monetária se desenrolará num terreno tão delicado, a exigir muita habilidade.
Seria um grande erro pensar que esses países, mesmo dando preferência a uma política de avanço da economia, abandonarão as preocupações com a austeridade e buscarão aumentar a liquidez e o crédito a um preço acessível com o objetivo de facilitar a retomada dos investimentos. Mudar essa perspectiva seria um erro, assim como acreditar que, num clima de grande liquidez, o Brasil possa escapar da austeridade na condução da sua política.
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